Results 1 to 5 of 5

Thread: RIP GM Chan Kwok Wai

  1. #1
    Join Date
    Jan 1970
    Location
    Fremont, CA, U.S.A.
    Posts
    45,493

    RIP GM Chan Kwok Wai

    My Facebook is blowing up with memorials. Such a loss to BSL - one of the last of his generation.

    I never met him but interacted peripherally with him when I was working at Lam Kwoon.
    Gene Ching
    Publisher www.KungFuMagazine.com
    Author of Shaolin Trips
    Support our forum by getting your gear at MartialArtSmart

  2. #2
    Join Date
    Jan 1970
    Location
    Fremont, CA, U.S.A.
    Posts
    45,493

    From Facebook

    Roberto Baptista
    11h ·
    Com tristeza comunico o falecimento de nosso querido GM Chan.

    facebooktrans:
    Sadness to announce the passing of our beloved GM Chan.
    Gene Ching
    Publisher www.KungFuMagazine.com
    Author of Shaolin Trips
    Support our forum by getting your gear at MartialArtSmart

  3. #3
    Join Date
    Jan 1970
    Location
    Fremont, CA, U.S.A.
    Posts
    45,493

    巴西中国武术大师陈国伟仙逝Faleceu Chan Kwok Wai

    Gene Ching
    Publisher www.KungFuMagazine.com
    Author of Shaolin Trips
    Support our forum by getting your gear at MartialArtSmart

  4. #4
    Join Date
    Jan 1970
    Location
    Fremont, CA, U.S.A.
    Posts
    45,493

    Portuguese obit

    Pai do Kung Fu no Brasil, Mestre Chan ensinou arte marcial no país desde 1960
    Grão-Mestre, Chan Kwok Wai foi responsável por trazer arte marcial chinesa ao Brasil e deixa legado histórico

    Mestre Chan, responsável por trazer o Kung Fu ao Brasil
    Academia Sinobrasileira de Kung Fu
    Leandro Iamincolaboração para a CNN
    28/01/2022 às 15:42 | Atualizado 28/01/2022 às 18:43

    No último dia 17 de janeiro, em São Paulo, Chan Kwok Wai morreu, aos 87 anos, sem dor e, de acordo com a família, de causas naturais.

    Mais de metade da vida de Chan foi vivida no Brasil, onde chegou jovem e plantou uma semente que modificou sua vida: o Kung Fu, arte da qual ele é, no país, considerado o pai e Grão-Mestre. Tanto que os praticantes da modalidade consideram a data de chegada de Chan ao Brasil como o dia do Kung fu.

    A data em questão é 11 de abril de 1960 – e não há qualquer registro anterior da prática no país. Chan Kwok Wai, chinês de Guangdong, sul do país, se instalou com a família em Hong Kong (a 120km de onde nasceu) antes de cruzar o mundo. Ele tinha acabado de completar 24 anos de vida quando desembarcou no continente americano.

    A diáspora chinesa dos anos 50 (Em 1949, a República Popular da China foi proclamada pelo Partido Comunista), época na qual nativos chineses se espalharam pelo mundo, impactou, entre outras regiões, São Paulo, onde Chan chegou sem a família, fincou os pés e recomeçou a vida. Na bagagem e no coração, técnicas de Kung Fu.

    A bagagem

    Seu início na arte marcial foi escrito com um toque de picardia e outro de vocação natural. O treino do Kung Fu não era permitido para crianças, mas, escondido, o pequeno Chan Kwok Wai assistiu e assimilou o conteúdo de Chan Cheok Sing, renomado mestre em uma vila de Taishan. Quando descoberto, perto dos cinco anos de idade, ao invés de um corretivo, ganhou o estímulo do professor, que ficou encantado com o domínio da arte por parte do menino. Ele se tornou pupilo de Sing.

    Após se estabelecer em São Paulo, Chan ajudou a criar o Centro Social Chinês, no bairro da Liberdade. O Grão-Mestre usou as dependências do lugar por cerca de uma década, até que, em 1973, inaugurou a Academia Sino-Brasileira de Kung Fu, no bairro da Barra Funda, São Paulo – hoje é sediada no bairro de Pinheiros.

    Em 2004, foi reconhecido como 10 grau (máximo) pela Organização de Mestres de Wu Shi e Kung Fu, em Vancouver, em cinco estilos: Shaolin do Norte, Yan Taiji, Bagua, Xingyi e Hung Sing Choy Li Fut.

    “Até o início da pandemia ele não deixava de ir todo dia à academia. Muitas vezes eu, dando aula, me sentia cansado, mas só de olhar para o mestre reabastecia o ânimo”, recorda Marcus Vinicius Alves, secretário geral da Confederação Brasileira de Kung Fu Wushu (CBKW).

    No Brasil, sua didática foi marcada pela disciplina e pelo exemplo. De personalidade forte e palavras muito bem planejadas, não era preciso longos discursos para se fazer entender e respeitar. Marcus Alves faz outra lembrança: “Me recordo de ouvir sempre o mestre dizer: ‘Se você treinar, a técnica passará a ser sua também. Senão, ela continuará sendo só minha.’”

    Jorge Jefremovas, professor e proprietário da Escola Jing Wu, também se lembra de outra característica de Chan: a atividade. “Nos anos 90, convidei o Mestre Chan para participar da mesa de honra de um evento e Curitiba. Ele ficou sentado na mesa e achei que estava confortável. Mas depois ele me repreendeu, pois queria se movimentar, não queria ser apenas uma referência sentada. Ele gostava de ensinar, não de ser homenageado”.

    A primavera

    Chan Kwok Wai não foi, naturalmente, o único a viajar ao Brasil com conhecimentos marciais. No entanto, para ele e os outros, o mais elementar obstáculo se impunha de início: nos primeiros anos só era possível, por limitações idiomáticas, dar aulas para a própria comunidade chinesa. Conforme, com o tempo, Chan aprendeu o português – e os brasileiros assimilaram a presença chinesa -, abriu as aulas para os nativos e aumentou o alcance de seu legado. Mas nada se compara ao alcance de um gênio do cinema.

    Embora Bruce Lee tenha morrido em 1973, seus filmes continuaram publicados e rodando o mundo. O legado de Bruce Lee se transformou em febre póstuma, e novos filmes foram lançados até 1981. Esta foi uma década particularmente especial para a relação entre China e Brasil. Os anos 80 de um cidadão médio foram vividos com Bruce Lee semanalmente na TV das famílias. O Kung Fu viveu a sua primavera no país.

    “Os filmes de Kung Fu, as academias de artes marciais e a comida chinesa são as maiores portas de entrada da nossa cultura para o mundo. É comum ver quem assiste um filme, procura uma academia e depois estuda mandarim e até visita a China”, garante o professor Ye Xin, especialista no estilo Shaolin do Norte e aluno do Grão-Mestre Chan.

    O pico no interesse e a difusão dos gestos da arte marcial causaram até o fortalecimento institucional da modalidade. Não é um acaso que, em 1992, após alguns anos de atividade informal, a CBKW tenha sido fundada. Em três décadas de vida, a entidade posicionou o Kung Fu brasileiro nos espaços formais de exibição e competição em escala nacional e internacional. Herança do impulso dos anos 80.

    Com registros mais sólidos e agenda interligada, o Kung Fu, a partir dos anos 90, colheu os frutos deste público novo ao mesmo tempo em que Grão-Mestre Chan se consolidava como a referência maior da prática não só no Brasil, mas no continente americano, por onde as ramificações da arte marcial já cruzavam.

    O Shaolin do Norte

    O que mais caracteriza o estilo de Kung Fu Shaolin do Norte são os movimentos fluídos, os socos longos e um vasto repertório de chutes e rasteiras. É, também, uma modalidade que envolve muitas armas brancas como adagas e espadas. O estilo era a especialidade de Chan Kwok Wai.

    O Shaolin do Norte é uma prática cujo nome homenageia o templo onde foi criado, no norte do território chinês. Este templo era um dos mais importantes cenários da arte marcial que se tinha notícia, e foi criado em 1495. Como base de comparação, isso foi pouco antes dos portugueses chegarem ao Brasil.

    Cinco séculos depois da criação do templo, Chan respondia por este estilo, que não era o único, mas o principal de seu repertório. O Shaolin do Norte, inclusive, serve de registro dos primeiros movimentos de sua família: no tempo em que Chan viveu em Hong Kong, foi lá que procurou e teve aula com o Mestre Ma Kim Fong. Fong foi quem sofisticou e aumentou ainda mais o repertório de Chan no Shaolin do Norte.

    “É difícil medir em números, mas o Shaolin do Norte é talvez o que mais se difundiu geograficamente e em tradição no Brasil”, afirma Ye Xin. Do Acre ao Rio Grande do Sul, passando por Manaus e Mato Grosso, de fato, o Shaolin do Norte está formalmente representado com pegadas de Chan Kwok Wai.

    Mestre Chan comemorou o seu último réveillon absolutamente lúcido e comunicativo, planejando inclusive fazer atividades fora de casa. No entanto, sua condição inspirava cuidados para além das aparências.

    Mestre Chan usava, há algum tempo, um tubo de oxigênio — um enfisema pulmonar comprometera sua independência respiratória. Durante toda a pandemia, Chan se afastou da vida social e de sua grande paixão: a academia onde construiu o seu legado. Ali estava, inegavelmente, o seu ar.

    A academia ficou fechada. Para manter o organismo do Kung Fu ativo, os filhos de Chan deram aulas online, como mandavam as normas sanitárias. Sem a ida diária à academia (que agora serve, a quem ficou, como um templo que atesta e afirma o seu legado), Chan Kwok Wai pode não ter dado as aulas que o consagraram. A solenidade e o imenso respeito com que sua morte foi tratada pela comunidade das artes marciais, contudo, é o máximo que um mestre pode querer.

    Chan Kwok Wai deixou cinco filhos e sete netos, além de 3 bisnetos e seu legado nas artes marciais.
    continued next post
    Gene Ching
    Publisher www.KungFuMagazine.com
    Author of Shaolin Trips
    Support our forum by getting your gear at MartialArtSmart

  5. #5
    Join Date
    Jan 1970
    Location
    Fremont, CA, U.S.A.
    Posts
    45,493

    Continued from previous post

    [QUOTE]Safari trans:
    Father of Kung Fu in Brazil, Master Chan has taught martial art in the country since 1960
    Grand Master Chan Kwok Wai was responsible for bringing Chinese martial art to Brazil and leaves a historical legacy

    Master Chan, responsible for bringing Kung Fu to Brazil
    Master Chan, responsible for bringing Kung Fu to Brazil
    Sino-Brazilian Kung Fu Academy
    Leandro Iami collaboration for CNN
    01/28/2020 at 3:42 PM | Updated 01/28/2020 at 6:43 PM

    On January 17, in São Paulo, Chan Kwok Wai died, at the age of 87, painlessly and, according to his family, of natural causes.

    More than half of Chan's life was lived in Brazil, where he arrived young and planted a seed that changed his life: Kung Fu, an art of which he is, in the country, considered the father and Grand Master. So much so that practitioners of the modality consider Chan's arrival date in Brazil as Kung fu day.

    The date in question is April 11, 1960 - and there is no previous record of the practice in the country. Chan Kwok Wai, a Chinese man from Guangdong, southern the country, settled with his family in Hong Kong (120km from where he was born) before crossing the world. He had just turned 24 years old when he landed on the American continent.

    The Chinese diaspora of the 1950s (In 1949, the People's Republic of China was proclaimed by the Communist Party), a time when native Chinese spread around the world, impacted, among other regions, São Paulo, where Chan arrived without his family, set foot and started life again. In luggage and heart, Kung Fu techniques.

    The luggage

    His beginning in martial art was written with a touch of picardy and another of natural vocation. Kung Fu training was not allowed for children, but in secret, little Chan Kwok Wai watched and assimilated the content of Chan Cheok Sing, a renowned master in a village of Taishan. When discovered, near the age of five, instead of a concealer, he gained the encouragement of the teacher, who was delighted with the boy's mastery of art. He became Sing's pupil.

    After settling in São Paulo, Chan helped create the Chinese Social Center in the Liberdade neighborhood. The Grand Master used the premises of the place for about a decade, until, in 1973, he inaugurated the Sino-Brazilian Kung Fu Academy, in the Barra Funda neighborhood, São Paulo - today it is headquartered in the Pinheiros neighborhood.

    In 2004, it was recognized as 10 degrees (maximum) by the Wu Shi and Kung Fu Masters' Organization in Vancouver, in five styles: Northern Shaolin, Yan Taiji, Bagua, Xingyi and Hung Sing Choy Li Fut.

    "Until the beginning of the pandemic he did not stop going to the gym every day. Many times I, teaching, felt tired, but just looking at the master replenished my spirits," recalls Marcus Vinicius Alves, general secretary of the Brazilian Kung Fu Wushu Confederation (CBKW).

    In Brazil, his didactics was marked by discipline and example. With a strong personality and very well-planned words, it didn't take long speeches to make oneself understood and respected. Marcus Alves makes another memory: "I remember always hearing the master say: 'If you train, the technique will become yours too. Otherwise, it will continue to be mine alone.’”

    Jorge Jefremovas, teacher and owner of the Jing Wu School, also remembers another characteristic of Chan: the activity. "In the 1990s, I invited Master Chan to participate in the table of honor of an event and Curitiba. He sat at the table and I thought he was comfortable. But then he scolded me, because he wanted to move, he didn't want to be just a sitting reference. He liked to teach, not to be honored."

    Spring

    Chan Kwok Wai was not, of course, the only one to travel to Brazil with martial knowledge. However, for him and the others, the most elementary obstacle was initially imposed: in the early years it was only possible, due to idiomatic limitations, to teach the Chinese community itself. As, over time, Chan learned Portuguese - and Brazilians assimilated the Chinese presence -, opened classes for the natives and increased the scope of his legacy. But nothing compares to the reach of a movie genius.

    Although Bruce Lee died in 1973, his films continued to be published and around the world. Bruce Lee's legacy turned into posthumous fever, and new films were released until 1981. This was a particularly special decade for the relationship between China and Brazil. The 1980s of an average citizen were lived with Bruce Lee weekly on family TV. Kung Fu lived its spring in the country.

    “Kung Fu movies, martial arts academies and Chinese food are the largest gateways of our culture to the world. It is common to see who watches a movie, looks for a gym and then studies Mandarin and even visits China," says Professor Ye Xin, a specialist in the Northern Shaolin style and student of Grand Master Chan.

    The peak in interest and the diffusion of martial art gestures even caused the institutional strengthening of the modality. It is not a coincidence that, in 1992, after a few years of informal activity, CBKW was founded. In three decades of life, the entity has positioned Brazilian Kung Fu in the formal exhibition and competition spaces on a national and international scale. Inheritance of the impulse of the 80s.

    With more solid records and an interconnected agenda, Kung Fu, from the 1990s, reaped the fruits of this new audience while Grand Master Chan consolidated itself as the greatest reference of practice not only in Brazil, but in the American continent, where the branches of martial art already crossed.

    The Northern Shaolin

    What most characterizes the style of Kung Fu Shaolin from the North are the fluid movements, the long punches and a vast repertoire of kicks and creeps. It is also a modality that involves many melee weapons such as daggers and swords. The style was Chan Kwok Wai's specialty.

    The Northern Shaolin is a practice whose name honors the temple where it was created, in the north of Chinese territory. This temple was one of the most important scenarios of martial art known, and was created in 1495. As a basis for comparison, this was shortly before the Portuguese arrived in Brazil.

    Five centuries after the creation of the temple, Chan was responsible for this style, which was not the only one, but the main one of his repertoire. The Northern Shaolin even serves as a record of his family's first movements: at the time Chan lived in Hong Kong, it was there that he sought and took class with Master Ma Kim Fong. Fong was the one who sophisticated and further increased Chan's repertoire in Northern Shaolin.

    "It is difficult to measure in numbers, but the Northern Shaolin is perhaps the one that has spread the most geographically and in tradition in Brazil," says Ye Xin. From Acre to Rio Grande do Sul, through Manaus and Mato Grosso, in fact, Shaolin do Norte is formally represented with footprints by Chan Kwok Wai.

    The departure

    Master Chan celebrated his last year's Eve absolutely lucid and communicative, even planning to do activities outside the home. However, his condition inspired care beyond appearances.

    Master Chan had been using an oxygen tube for some time — a pulmonary emphysema had compromised his respiratory independence. Throughout the pandemic, Chan moved away from social life and his great passion: the academy where he built his legacy. There was, undeniably, your air.

    The gym was closed. To keep the Kung Fu body active, Chan's children taught online, as required by sanitary standards. Without the daily trip to the academy (which now serves, who stayed, as a temple that attests to and affirms its legacy), Chan Kwok Wai may not have given the classes that consecrated him. The solemnity and immense respect with which his death was treated by the martial arts community, however, is the most that a master can want.
    Who else survives from his generation now?
    Gene Ching
    Publisher www.KungFuMagazine.com
    Author of Shaolin Trips
    Support our forum by getting your gear at MartialArtSmart

Posting Permissions

  • You may not post new threads
  • You may not post replies
  • You may not post attachments
  • You may not edit your posts
  •